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Cerimónia de agraciamento do Eng. António Guterres
Cerimónia de agraciamento do Eng. António Guterres
Palácio de Belém, 2 de fevereiro de 2016 ler mais: Cerimónia de agraciamento do Eng. António Guterres

 

II. Portugal no Processo de Benchmarking Europeu – Indicadores Clique aqui para diminuir o tamanho do texto|Clique aqui para aumentar o tamanho do texto

Portugal tem vindo a fazer um esforço, em especial desde o final da década de 80, de investimento público em I&D, de apoio à formação avançada de recursos humanos e de constituição de equipas de investigação em todo o país, tal como se pode verificar nos gráficos e tabelas seguintes (respeitantes à evolução das dotações orçamentais, ao número de doutoramentos e à quantificação das instituições de I&D):

 

 

Actores nacionais de I,D&I

Número

Laboratórios de Estado

11

Centros Tecnológicos

8

Laboratórios Associados

21

Parques Tecnológicos

13

Centros de Transferência de Tecnologia

11

Centros de Incubação

21

Institutos de novas tecnologias

18

Unidades de investigação

403



Contudo, no exercício de benchmarking europeu na Investigação, Desenvolvimento e Inovação, o nosso desempenho é ainda insuficiente. A consulta dos relatórios da EU e da OCDE permite concluir que:


Ao nível da qualificação e conhecimento, Portugal tem,

  • A mais baixa % de população jovem no ensino secundário (50% quando a média EU é de 77,3%). A Eslováquia tem 94%.
  • Apenas 12,5% da população entre os 25 e 64 anos com diplomas de ensino superior. A média EU é de 21,9%. A Finlândia tem aproximadamente 35%.
  • Apenas 8,2 diplomados em C&T, por milhar de habitantes. A média EU é de 12/1000 e a Irlanda tem 24/1000.
  • 3,8 investigadores por milhar de empregados. A média EU é de 4,8 e a Finlândia tem 15,8.
  • 20% das famílias com ligação à Internet banda larga. A média EU é de 23%. A Finlândia tem 36%.
  • Uma taxa de aprendizagem ao longo da vida (participação em acções de educação/formação da população entre os 25 e 64 anos) de 4,6%. A média da UE é de 10,8%.Na Suécia esta taxa é de 35%.

 

Ao nível da Ciência e Tecnologia, Portugal tem,

  • Cerca de 0,3 novos doutorados por milhar de habitantes entre os 25 e os 34 anos. A média EU é de 0,55.
  • Uma produção de 406 publicações científicas anuais por milhão de habitantes. A média EU é de 639. Na Suécia este valor é de 1600.
  • 4,6 pessoas no sector da I&D por milhar de empregados. Na EU este valor é de 9,4 e na Finlândia de 21.
  • A despesa pública portuguesa em I&D é de 0,52% do PIB, quando a média EU é de 0,7% do PIB. Na Finlândia esse valor é de cerca de 1% do PIB.
  • A despesa das empresas portuguesas em I&D é de apenas 0,3% do PIB. Este é um valor consideravelmente inferior ao da média da EU (1,3%)

 

Ao nível da competitividade e inovação,

  • O emprego nas indústrias de média e alta tecnologia, em Portugal, representa apenas 3,2% do total de emprego. Na EU este valor é de 6,6% e na Finlândia de 7%.
  • O emprego nos serviços de alta tecnologia, em Portugal, representa apenas 1,45% do total de emprego. Na EU este valor é de 3,2% e na Finlândia de 4,5%.
  • O valor acrescentado (VAB) das indústrias de média e alta tecnologia em Portugal é de apenas 4,9% do valor acrescentado (VAB) da economia. A média EU é de 15,8%. Espanha tem o dobro do nosso valor.
  • O valor acrescentado (VAB) dos serviços de alta tecnologia em Portugal é de 4,0% do valor acrescentado (VAB) da economia. É um valor idêntico ao de Espanha mas inferior à média da EU (6,4%)
  • O peso das exportações de produtos de alta tecnologia face ao total das exportações portuguesas é de 7,4%. Este valor é superior ao de Espanha mas muito inferior ao da média da EU (17,8%).
  • Portugal apresenta um baixíssimo índice no registo anual de patentes: apenas 4,3 por milhão de habitantes quando a média EU é de 133,6.
  • Portugal regista, anualmente, 21 novas marcas. A média da EU é de 59. Na Finlândia este valor é de 78.
  • Portugal apresenta um baixo investimento em capital de risco: 0,09% do PIB. A média da EU é de 0,285 % do PIB.
  • Portugal, não sendo naturalmente caso único, enfrenta uma preocupante fuga de cérebros, com cerca de 30% dos bolseiros portugueses de doutoramento no estrangeiro a decidirem não regressar nos anos seguintes.

 

Os cinco gráficos seguintes (divulgados no “Key figures 2005 on Science, Technology and Innovation”, DG Research, EC) demonstram que o problema português não radica apenas no baixo investimento em I&D mas principalmente na ineficiência desse investimento e na composição desse investimento (preponderantemente público, com baixo investimento privado).


 

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Acedeu ao arquivo da Página Oficial da Presidência da República entre 9 de março de 2006 e 9 de março de 2016.

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