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Empreendorismo e Autonomia

último post: 15:21 31OUT2008
nº de posts: 33
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Mário Vidal Genésio
Vocação empreendedora
Com a entrada em vigor do QREN, o risco do empresariado português sucumbir à tentação da subsídio-dependência paira novamente. Mas não creio que tenha condições objectivas para vingar. Por um lado, porque os gestores do QREN apresentam uma idoneidade inatacável, por outro, porque há da parte dos empresários portugueses a consciência generalizada de que o Estado deve limitar a sua acção à criação de um ambiente business friendly, o que passa também por uma muito menor intervenção desse mesmo Estado na economia.
Por outras palavras, os empresários desejam apenas que o Estado, por intermédio do Governo, alivie a carga fiscal (tornando-a assim justa e equilibrada), reduza os chamados custos de contexto (telecomunicações, energia, combustíveis, transportes, etc.), promova a flexibilidade do mercado laboral e corrija os inadmissíveis atrasos na liquidação de dívidas pelas entidades públicas. Não quer favorecimentos políticos, financiamentos públicos extraordinários ou benefícios fiscais excepcionais, mas apenas condições para a realização dos seus negócios com independência e competitividade.
Por isso, não creio que o QREN vá provocar um surto de novos empresários inebriados pela miríade de incentivos e benefícios que o novo quadro comunitário contempla. A tentação do dinheiro supostamente fácil não cria verdadeiros empresários, mas tão-só oportunistas que o mercado, mais cedo ou mais tarde, rejeita. Para se ser empresário, não basta deter a propriedade ou ser accionista principal de uma empresa. É preciso possuir uma atitude de desafio permanente, de modo a concretizar uma ideia, projecto ou sonho empresarial. Ou seja, é necessário estar imbuído de cultura empreendedora, o que se traduz em visão, capacidade de decisão, liderança, organização, planeamento, sentido de oportunidade e disposição para correr riscos.
Acredito que a vocação empresarial não nasce com a disponibilização de incentivos para a criação de empresas, mas considero que estes são fundamentais para estimular a atitude empreendedora, diminuir ou eliminar os custos de contexto e premiar o mérito dos bons projectos de investimento. A vontade de ser empresário e assim tomar nas próprias mãos as rédeas do destino, algo que pressinto nas novas gerações, é, pois, independente das virtualidades do QREN.
31OUT2008
12:31
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