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Empreendorismo e Autonomia

último post: 15:21 31OUT2008
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Manuel Sousa Lopes Teixeira
Fim do emprego para a vida
O conceito de carreira profissional tem necessariamente de ser repensado à luz de factores como a globalização (com o consequente aumento da competição económica à escala global), a inovação tecnológica (que pôs em causa a estrutura dos empregos e originou a obsolescência de certos tipos de qualificações), a consolidação de formas atípicas de emprego, o aumento dos níveis de habilitação escolar e profissional dos trabalhadores, a melhoria das condições de vida e a alteração das expectativas e aspirações profissionais. Ora tudo isto implica que, mais do que uma carreira entendida enquanto processo de mobilidade vertical, seja de considerar, isso sim, um conjunto cada vez mais diversificado de formas de mobilidade profissional: interna ou externa (conforme se faz fora ou dentro da mesma empresa), geográfica, sectorial, funcional, contratual, entre outras. Ou seja, modelos que se afastam inequivocamente da ideia de um emprego para a vida.
De resto, penso que a plena realização profissional só é atingível se resultar da mobilidade permanente aqui falada, e não da ilusória estabilidade laboral. O emprego para a vida, a acomodação a determinadas funções, o apego às rotinas, a progressão exclusivamente dentro da mesma empresa são perspectivas anacrónicas e que, muito dificilmente, contribuem para um bom desempenho profissional e para a satisfação pessoal dos trabalhadores.
Acresce que, se jovens qualificados recusam, à partida, qualquer factor de risco nas suas vidas profissionais, então dificilmente se construirá em Portugal uma sociedade de empreendedores. A predisposição para arriscar está, sem dúvida, na génese do empreendedorismo. Logo, sem esta predisposição o nosso país nunca registará elevadas taxas de criação de empresas, como seria desejável para produzir mais riqueza e gerar mais emprego. Neste sentido, penso, como muitas vezes tenho dito, que só um sistema de ensino que estimule a iniciativa individual e afaste o medo de falhar poderá levar os jovens portugueses a assumirem uma atitude mais empreendedora na hora de decidirem o respectivo futuro profissional.
31OUT2008
12:01
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