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Empreendorismo e Autonomia

último post: 15:21 31OUT2008
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Armindo Lourenço Monteiro
Apoiar as PME
Os nossos principais concorrentes económicos, designadamente na Europa, reúnem melhores condições para a realização de negócios do que Portugal, cujo ambiente empresarial é prejudicado, sobretudo, pela rigidez da legislação laboral (apesar das melhorias introduzidas pelo novo código), pela burocracia administrativa, pela carga fiscal sobre as empresas, pela morosidade do Estado na liquidação das dívidas aos fornecedores, pela informalidade da economia, pelo custo das matérias-primas, pela lentidão na aplicação da justiça e, claro, pelas dificuldades no acesso ao crédito.
Não é, por isso, de estranhar que Portugal apresente um défice de empreendedorismo e uma taxa de mortalidade infantil das empresas muito elevada. Neste contexto, o país tem de saber estimular o investimento privado, sob pena de continuar demasiado dependente de um sector público que, como sabemos, terá de emagrecer e consolidar as suas contas. Por muito que custe aos keynesianos, o investimento público não pode ser o motor da economia. Ao Estado compete, isso sim, a criação de condições para que o investimento privado cresça e crie valor acrescentado.
Partindo desta premissa, o apoio ao financiamento das pequenas e médias empresas afigura-se crucial na actual conjuntura. Em Portugal existem 180 mil PME (mais de 90% do tecido empresarial), mas muitas apresentam grandes debilidades e só 8.500 são exportadoras. Há, então, que promover o crescimento sustentado das pequenas e médias empresas e reforçar a sua competitividade, o que passa por uma maior propensão para a inovação, pela qualificação dos recursos humanos, pela adaptação às mutações tecnológicas, pela diferenciação de bens/serviços e pela internacionalização das estruturas empresarias.
Ora, tudo isto está a ser condicionado pela falta de liquidez das empresas, sendo necessário, por conseguinte, a introdução de mecanismos que facilitem o financiamento do investimento privado. Daí que assumam particular importância os sistemas de incentivo plasmados no QREN e as linhas de crédito bonificadas, como a PME-Invest. São oportunidades que não se podem desperdiçar, sob pena da sociedade portuguesa ver o seu padrão de vida mudar radicalmente.
30OUT2008
18:16
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