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Empreendorismo e Autonomia

último post: 15:21 31OUT2008
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Rafael Alves Rocha
Empreendedorismo como factor de inclusão social
Para alguns sectores ideologicamente mais preconceituosos da nossa sociedade, a perspectiva de ensinar a fazer negócios nas escolas pode afigurar-se com mais uma investida ultraliberal e, por isso, merecedora de veemente censura. Acontece que muitos projectos de promoção do empreendedorismo nas escolas, designadamente nos EUA, têm objectivos de coesão social. Nestes casos, o ensino do empreendedorismo é visto como uma forma dos jovens oriundos de comunidades desfavorecidas fintarem o destino de pobreza que lhes parecia estar inexoravelmente reservado. Ou seja, o desiderato principal é dar aos alunos carenciados conhecimentos, ferramentas e estímulos que os levem a criar o seu negócio, construindo um futuro isento das dificuldades do presente.
A inclusão social começa nas escolas. Neste sentido, o empreendedorismo pode ser um importante instrumento para que esse objectivo seja concretizado. Ensinar os nossos jovens, logo a partir do liceu, a elaborarem planos de negócio, a dominarem as ferramentas básicas de gestão, a terem noção da lógica do mercado, a desenvolverem a sua criatividade, a serem inovadores e a estarem sensíveis às vantagens de assumir riscos não me parece ser uma excentricidade economicista ou algo inexequível para a realidade educacional portuguesa, cujos graves problemas todos nós conhecemos. A questão aqui é de mero pragmatismo e bom senso.
Seria, pois, interessante que, complementarmente ao esforço que está a ser feito no sentido de aproximar o ensino superior do tecido empresarial, e vice-versa, o Governo concentrasse algumas das suas energias na introdução e generalização dos valores do empreendedorismo nos currículos escolares. A medida justifica-se não só por razões que se prendem com a futura competitividade da economia portuguesa, mas também com o próprio equilíbrio social do país. Logo, um desígnio perfeitamente compaginável com a inspiração socialista do Executivo de José Sócrates.
29OUT2008
12:11
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