Ópera “Dido e Eneias” pelo Teatro Nacional de São Carlos

Opera nos Jardins do Palácio de Belém - “Dido e Eneias”

Estreia na quarta-feira, 22 de Julho, às 22h00, nos Jardins do Palácio de Belém, a ópera Dido e Eneias de Henry Purcell, numa produção do Teatro Nacional de São Carlos encomendada pela Presidência da República Portuguesa.

Com encenação do jovem brasileiro André Heller-Lopes, direcção musical do maestro Geoffrey Styles, cenografia e figurinos de Rita Pereira e desenho de luz de Pedro Martins, esta obra-prima universal será apresentada, nos jardins da residência oficial da Presidência da Republica Portuguesa, por jovens cantores portugueses integrados no projecto “Estúdio de Ópera” do Teatro Nacional de São Carlos.

Glória de Matos, conceituada artista portuguesa, fará parte deste projecto com a declamação da célebre Cantata de Dido, de Pedro António Correia Garção, no início do espectáculo. Um dos sonetos mais conhecidos da língua portuguesa, Alma Minha Gentil Que Te Partiste, de Luis de Camões, será também interpretado pela actriz no final da ópera Dido e Eneias.

Dido e Eneas é uma ópera trágica em três actos e um prólogo, com libreto de Nahum Tate, e é considerada a única grande obra de teatro musical em inglês antes das óperas de Benjamin Britten, no século XX. A história baseia-se no IV Canto da «Eneida», do épico latino Virgílio. A acção desenrola-se ao longo de um dia, retratando o drama da rainha Dido, que se enamora de Eneias e se vê abandonada, em detrimento da epopeia que o príncipe troiano está vaticinado a viver.


Elenco


Resumo do Argumento

I Acto

Depois do saque de Tróia pelos Gregos, Eneias, príncipe troiano, na sua viagem em busca de um lugar para fundar uma nova cidade, acaba por ir ter a Cartago e ao palácio da Rainha Dido. Esta, perturbada pela presença do príncipe, faz parte da inquietação a Belinda, a sua confidente. Belinda e a restante corte encorajam a Rainha a ceder à insistência do Príncipe e a casar, dando assim uma nova alegria à cidade de Cartago.

II Acto

Entretanto, uma bruxa inimiga de Dido, sabendo do que está em curso, prepara uma destruição de todos os planos reais. Com outras bruxas, resolve enviar um espírito que, sob a aparência de Mercúrio, dirá a Eneias que Júpiter ordena a sua imediata partida, e o abandono de todos os planos de casamento com Dido. Eneias anda à caça enquanto Dido e a sua corte preparam um divertimento para o príncipe, no bosque. Subitamente estala uma tempestade. A Rainha e a corte regressam a Cartago, e o espírito aparece a Eneias, com a mensagem das bruxas. Este resolve partir, apesar de profundamente contrariado.

III Acto

Já no cais, os marinheiros de Eneias divertem-se enquanto preparam a nova viagem. No palácio, Dido dá largas à sua dor, e acusa Eneias de fraqueza de carácter, recusando os argumentos de origem divina. Perturbado, Eneias resolve ficar, mas Dido recusa: ter pensado em partir uma só vez foi traição suficiente. A Rainha prepara-se para morrer, dirigindo as últimas palavras à sua fiel confidente Belinda.


A Encenação - Andrè Heller-Lopes

Especializado em ópera, André Heller é dono de uma trajectória ímpar no Brasil. Recentes espectáculos que dirigiu, como 3 Óperas em 1 Ato (CCBB/RJ e DF) e Ariadne em Naxos (TMSP) foram descritos como "um dos espectáculos do ano" (O Globo), "...impactante, simples, arrojado e bem-humorado" (Folha de São Paulo) e "demonstra ser possível inovar sem romper com a tradição... sem cometer infracções ao bom senso e ao bom gosto (O Estado de São Paulo). O seu mais recente trabalho, o concerto da Ópera Falstaff de Verdi para a OSESP, foi igualmente elogiado.

Trabalhou na San Francisco Opera, Metropolitan Opera de NY e Royal Opera House (Londres). No Covent Garden, dirigiu O Imperador de Atlantis (Viktor Ullmann) e Diário do Desaparecido (Janácek), trabalhando na equipa de direcção de 15 óperas com artistas como Domingo, Mattila, S. Graham, Terfel, Hampson, Kvorostovsky, T.Allen, Ramey e com diretores como Copley, K. Warner, J. Miller, Martone ou Armfield.

No Brasil destaca-se a direcção de Sansão e Dalila, Andrea Chenier e La Fille du Régiment (TMSP) e Idomeneo (TMRJ), Mozart & Salieri no Festival de Campos do Jordão e Der Schauspieldirektor para OSB; além da criação das óperas brasileiras: O Caixeiro da Taverna, Domitila (prêmio APCA 2000), Anjo Negro. No CCBB dirigiu Ciclo Mahler e Palavras Brasileiras (RJ), Viva Verdi e Portinari: Música e Poesia (SP). Destacam-se também suas elogiadas direcções de Cavalleria Rusticana, A Ópera dos 3 Vinténs (FAO) e L'Oca del Cairo (SP). Em 2003 foi indicado ao Prémio Carlos Gomes e tornou-se Coordenador de Ópera da Prefeitura do Rio de Janeiro. Em Junho de 2007 dirigiu Cendrillon de Massenet no Queen Elisabeth Hall de Londres. Entre os seus compromissos futuros estão The Barber of Seville para o Iford Arts Summer Festival, Der Rosenkavalier para a OSESP e Tosca em Salzburg.


Datas, Horários e Bilhetes