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INTERVENÇÕES

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Discurso do Presidente da República na Cerimónia de Inauguração do Museu Nacional dos Coches
Lisboa, 22 de maio de 2015

No momento em que o Museu dos Coches celebra os 110 anos da sua abertura ao público, procede-se à inauguração do moderno conjunto arquitetónico onde o seu acervo irá ficar, a partir de agora, em exposição permanente.

Durante todos estes anos, os Portugueses e muitos milhares de turistas puderam usufruir da extraordinária coleção de viaturas que, em boa hora, a rainha Dona Amélia mandou recolher, aqui mesmo ao lado, nas instalações do Picadeiro Real.

Foi graças a essa decisão, a todos os títulos singular, que surgiu um museu original, único na Europa e no mundo, inteiramente dedicado aos coches e aos diversos acessórios da arte equestre.

Deste modo, foi possível preservar o valor patrimonial desta notável coleção de viaturas de aparato, até então dispersas pelos palácios da coroa, e que viria a ser depois enriquecida com coches de outras proveniências.

Ao transferir-se agora boa parte do acervo do museu para um espaço inteiramente novo, construído de raiz e em sintonia com os valores arquitetónicos mais avançados, é justo assinalar a ideia pioneira que lhe esteve na origem. A rainha Dona Amélia revelou visão estratégica ao reconhecer não só o valor patrimonial das viaturas da corte, mas também o seu interesse público.

O Museu Nacional dos Coches é conhecido em todo o mundo como a mais completa e mais sumptuosa coleção do seu género, pela quantidade, a variedade e a qualidade artística exibida por muitos dos exemplares aqui reunidos e preservados.

A extensão e a raridade do acervo, que vai do século XVII até finais do século XIX, fazem do museu um autêntico livro de história, não apenas sobre a última dinastia dos reis portugueses, mas também sobre as monarquias europeias dessa época e as relações diplomáticas entre os vários Estados.

No Museu dos Coches está patente a evolução da técnica aplicada aos transportes e, ao mesmo tempo, a evolução das artes decorativas na ornamentação das viaturas de aparato, atingindo o expoente máximo durante o chamado «ciclo do ouro».

Não é só a imponência do conjunto de carros de gala que impressiona. É também a riqueza de pormenores figurativos que apresentam, quer de pintura, quer em talha dourada, e que os transforma em verdadeiras esculturas de invulgar beleza.

A melhor prova da extraordinária singularidade e do valor patrimonial deste conjunto de carruagens, berlindas e coches são os milhares de Portugueses e estrangeiros que anualmente visitam o museu.

É nossa obrigação preservar este legado histórico-cultural e criar as condições para que continue a ser devidamente conservado, estudado e divulgado. O edifício que hoje inauguramos oferece as condições e os equipamentos para se poder usufruir em plenitude da qualidade artística deste espólio assim como para o seu estudo científico e o seu restauro.

O Portugal moderno e desenvolvido, que todos queremos construir, não pode ficar de costas voltadas para o passado. Pelo contrário, deve apostar na preservação dos valores que lhe são próprios, como sinal de identidade num mundo cada vez mais global.

Está hoje amplamente demonstrado que os valores patrimoniais constituem um fator decisivo para o progresso e para a afirmação internacional do País.

Os projetos de desenvolvimento terão tanto mais sucesso quanto melhor souberem integrar o património – cultural, natural e urbanístico – em que se alicerça a nossa cultura.

Torna-se, por isso, necessária a requalificação dos centros históricos, assim como a preservação do meio ambiente e dos bens naturais que são parte do território nacional. Tanto a qualidade de vida das populações, como o incremento do turismo, assim o exigem.

O novo espaço onde agora fica instalado o Museu dos Coches, concebido por um arquiteto de renome internacional, irá certamente contribuir para promover a imagem de um Portugal que aposta na vanguarda sem perder de vista as suas raízes, de um Portugal onde o progresso e o desenvolvimento se fazem trilhando um caminho com mais de oito séculos.

Muito obrigado.

© Presidência da República Portuguesa - ARQUIVO - Aníbal Cavaco Silva - 2006-2016

Acedeu ao arquivo da Página Oficial da Presidência da República entre 9 de março de 2006 e 9 de março de 2016.

Os conteúdos aqui disponíveis foram colocados na página durante aquele período de 10 anos, correspondente aos dois mandatos do Presidente da República Aníbal Cavaco Silva.